Amadoramente, ou melhor, medrosamente não trouxe nem ceda para Cabo Frio, acho que foi tanta dura que já tomei nessa estrada. Depois de todo um dia de trabalho, adolescentemente usei a passagem do ônibus gelado, Rio - Cabo Frio...
(Aspirei. Segurei. Segurei um tempão e soltei devagar). Comecei a pensar que eu acredito em príncipe encantado e sapo. Mas para beijar um príncipe tem que ter beijado vários sapos.
O príncipe tem a coragem de enfiar o pé no acelerador com você do lado e se jogar no abismo. O sapo, na hora H, não pula no abismo, ele te deixa lá sangrando, amassada e sozinha. Imediatamente lembrei do meu primeiro sapo. O mais bonito me mandou um bilhete escrito: “Quero te encontrar de noite no Baile." Aquele bilhetinho foi o primeiro papel de vários que viriam na seqüência. Não fui ao Baile, mamãe não deixou, disse que eu ainda não tinha idade. Passei a noite igual uma coruja ouvindo a música que rolava no Baile, ao lado da casa da minha avó, em Diamantina.
Domingo, 10h00min, era à hora da missa, nesse programa eu tinha que ir com toda a família. Tinha que prestar atenção em tudo, pois, estudava em um colégio de freiras só de meninas que o primeiro compromisso da segunda era o "Bom Dia Irmã Marli". Isso mesmo, aquela vaca de hábito cor de creme e véu cor de vinho, com plástica no nariz, escolhia uma das alunas para comentar o Evangelho de Domingo. Esse momento foi tão traumatizante na vida daquelas pessoas que virou uma comunidade no Orkut. Procura, Bom dia irmã Marli.
Mas aquela missa foi diferente, ele estava lá, o garoto do bilhete com seus parentes. Depois da missa mamãe já mais tranqüila me deixou dar uma volta com o garoto.
Ele me pediu para namorar e eu sem pensar, aceitei. Nessa época não existia computador. Putz! Estou ficando muito antiga. Como morávamos em cidades diferentes trocávamos cartas todos os dias. Sabia exatamente a hora que o carteiro passava. Quase não existe mais uma carta de amor escrita a mão e enviada pelo correio. Hoje em dia correio só traz conta e essas contas já estão programadas como débito automático em sua conta... Ninguém mais espera o carteiro.
Vivi assim três meses, até chegar um dia de surpresa em Diamantina e ver o senhor carta de amor com outra...
(Aspirei. Segurei. Segurei um tempão e soltei devagar). Comecei a pensar que eu acredito em príncipe encantado e sapo. Mas para beijar um príncipe tem que ter beijado vários sapos.
O príncipe tem a coragem de enfiar o pé no acelerador com você do lado e se jogar no abismo. O sapo, na hora H, não pula no abismo, ele te deixa lá sangrando, amassada e sozinha. Imediatamente lembrei do meu primeiro sapo. O mais bonito me mandou um bilhete escrito: “Quero te encontrar de noite no Baile." Aquele bilhetinho foi o primeiro papel de vários que viriam na seqüência. Não fui ao Baile, mamãe não deixou, disse que eu ainda não tinha idade. Passei a noite igual uma coruja ouvindo a música que rolava no Baile, ao lado da casa da minha avó, em Diamantina.
Domingo, 10h00min, era à hora da missa, nesse programa eu tinha que ir com toda a família. Tinha que prestar atenção em tudo, pois, estudava em um colégio de freiras só de meninas que o primeiro compromisso da segunda era o "Bom Dia Irmã Marli". Isso mesmo, aquela vaca de hábito cor de creme e véu cor de vinho, com plástica no nariz, escolhia uma das alunas para comentar o Evangelho de Domingo. Esse momento foi tão traumatizante na vida daquelas pessoas que virou uma comunidade no Orkut. Procura, Bom dia irmã Marli.
Mas aquela missa foi diferente, ele estava lá, o garoto do bilhete com seus parentes. Depois da missa mamãe já mais tranqüila me deixou dar uma volta com o garoto.
Ele me pediu para namorar e eu sem pensar, aceitei. Nessa época não existia computador. Putz! Estou ficando muito antiga. Como morávamos em cidades diferentes trocávamos cartas todos os dias. Sabia exatamente a hora que o carteiro passava. Quase não existe mais uma carta de amor escrita a mão e enviada pelo correio. Hoje em dia correio só traz conta e essas contas já estão programadas como débito automático em sua conta... Ninguém mais espera o carteiro.
Vivi assim três meses, até chegar um dia de surpresa em Diamantina e ver o senhor carta de amor com outra...
Pela primeira vez chorei uma traição amorosa; mas ainda bem que nunca dei para ele e nem nunca me arrependi de não ter dado, mas juro que depois de tanto tempo sentiria uma satisfação hormonal feminina de vê-lo gordo e feio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário