terça-feira, 23 de setembro de 2008

Se você tem medo agora, espere até eu tirar minha maquiagem. Espere. Balanço ao vento, tento ver se vem alguém pelo caminho do meio. Ninguém. E não diga mais nada, não fale comigo, rosno entre os dentes que você me faz querer morrer. Quero ser suja, puta, louca, quero gritar e sentir meu sangue escorrer nos olhos depois de bater a cabeça na parede, uma, duas, mil vezes. Quero chorar e gritar e tentar fugir e não conseguir. Quero sofrer. Quero dor. Quero conflito. Quero grades, quero sujeira, quero queimar. Vou entrar no meu buraco e de lá não saio até que me provem que aqui fora pode ser melhor do que a insanidade quentinha. Não tente me acalmar, não tente me beijar senão eu corto a tua língua e bebo todo o teu sangue. Não quero ninguém respirando aqui por perto até que eu arranque o último fio da minha certeza. Por favor, não entre na minha casa com esses pés sujos de boa vontade. Deixe a simpatia na porta, junto com os sapatos e os dedos. Pensando bem, deixe também as pernas e venha se arrastando até onde eu possa marchar sobre o teu rostinho limpo. Sujeira. Eu quero sujeira. Talvez se você parasse de fazer a barba as coisas melhorassem um pouco. É isso, pare de fazer a barba e passe essa gilete pra cá.

2 comentários:

Anônimo disse...

"fonix"

Anônimo disse...

Manda a gilete pra cá!
A faquinha de cortar pão puma já ficou pouco.